Antes de ser membro ativo da Legião de Maria, eu não fazia a consagração a Nossa Senhora, em que entregamos tudo o que somos a ela. A consagração acontece geralmente durante solenidades em homenagem a Mãe de Jesus ou, em algumas paróquias, no final da Santa Missa. Hoje em dia eu me consagro emocionado. Seguro as lágrimas. O que mudou? Eu me permito experimentar a graça de Deus.
Achava que pertencer a Jesus era suficiente. Que eu não precisava de Maria. Que esse pertencimento significava traição a Deus, a quem devemos amar sobre todas as coisas. Pura ignorância porque o próprio Deus escolheu pertencer a Virgem Maria, sua mãe, para vir ao mundo, para crescer no mundo e para reinar no mundo através da sua Igreja. No ventre de Maria se formam seguidores de Jesus, como ela mesmo O segue.
Todo filho é naturalmente consagrado a sua mãe biológica. Após a leitura de João 19,27 ninguém pode duvidar que Deus, nosso Pai criador, por misericórdia deseja que pertençamos também à Mãe da Graça, Maria. Jesus viveu em silêncio, submisso a ela, a vida toda, até iniciar seu ministério publicamente.
Sempre que digo “sim” a Maria, me sinto mais próximo de Jesus. Não é jogo de palavras. Eu não visitava Jesus no Santíssimo Sacramento. Ia à igreja, mas não via o sacrário. Maria coloca no meu coração a vontade de visitar Jesus durante a semana. Tudo o que entregamos a Maria, a serva do Senhor, ela imediatamente acolhe e entrega nas mãos de Deus.
Aos poucos, com pequenos passos, eu digo “sim” a Jesus e Maria. Acabei de me inscrever em um curso de consagração a Nossa Senhora pelo Método de São Luís Maria de Montfort. Algo que eu não compreendia porque eu não tinha a humildade de um filho obediente. Finalmente, não quero estar desprotegido, sujeito ao pecado. Quero minha existência inteira como escrava do Senhor, como Nossa Senhora é.


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