Vinha de outra cidade e já chegava em Alcântara quando Jesus me chamou pra passar na casa Dele. Respondi que ia tentar. Se o portão da Paróquia São Pedro de Alcântara estivesse aberto, eu entraria. Se não estivesse, passaria direto sem sequer falar “oi”.
Não sei por que essa raiva toda, não sei de onde vem essa falta de humildade. Ontem eu já tinha interfonado para que abrissem o portão da igreja, hoje eu não queria pedir de novo. Podia parecer que eu estava perturbando toda hora. Sei lá, será que seria mesmo um problema?
Fiz o retorno com o carro e vi que o portão da igreja estava aberto. Não apenas o portão do estacionamento, todos os portões estavam escancarados, inclusive o pequeno, de frente para a escada. Jesus deixou a casa inteira aberta. Eu não canso de pedir provas do amor Dele por mim e Ele não se cansa de fornecer os sinais que preciso. Sinceramente, espero que isto acabe um dia. Que eu pare de pedir provas de amor e finalmente passe a fornecê-las.
Entrei na Capela do Santíssimo Sacramento, cumprimentei Jesus e a princípio procurei evitar novas exigências. Fiquei ali, na presença Dele na Eucaristia, repetindo que estava feliz em visitá-Lo. Há cinco minutos eu tinha descartado Jesus como alguém de menor importância, agora agradecia pelos convites incansáveis que geralmente desprezo. Jesus deve me achar, no mínimo, confuso.
Depois, sentado no banco, fiz algumas orações do curso de consagração a Nossa Senhora e rezei o Terço. Em seguida, Jesus me disse que eu poderia me aproximar do Sacrário. De joelhos, toquei a porta por onde o Corpo de Cristo passa e apenas neste breve momento, durante o toque, realmente permiti que eu também fosse visitado e tocado por Jesus. Só neste instante me senti forte de verdade porque foi quando perdi – graças a Ele – qualquer confiança em mim e me encontrei exclusivamente preso a Sua vontade.
A esta altura, diante da “fonte de toda a graça“, eu já estava pedindo tudo o que me vinha na cabeça: a salvação da minha família, proteção, saúde, paz etc. Mas, não era o mesmo Mário. Dessa vez saí da igreja de um jeito muito diferente do que tinha entrado. Com a mais concreta certeza de que quero estar diante de Jesus de novo, logo, o mais rápido possível.


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