Percebi que escrevo pouco sobre caridade quando pensava sobre o assunto do texto de hoje, o sexto texto nesses seis dias de Quaresma. Recentemente escrevi sobre como se planejar para participar da Santa Missa, como se consagrar a Nossa Senhora, sobre os primeiros milagres de Jesus, sobre o combate aos vícios através do Santo Rosário e nenhum texto sobre amor ao próximo. O amor a Deus deve inevitavelmente se desenvolver em amor ao próximo.
Que tipo de amor? Em João 13,34 Jesus diz.
– Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
Jesus nos manda amar como ele nos tem amado. Como Ele nos ama? Sem limites, ao encontro das nossas necessidades, até a morte na cruz.
Tenho a sorte de participar de movimentos da Igreja Católica que se preocupam em ir até às necessidades dos outros, como a Legião de Maria e o Movimento de Cursilhos de Cristandade. Nem toda necessidade é material, mas, na Igreja também temos pastorais que cuidam desse aspecto, como o Grupo Servir, a Sociedade de São Vicente de Paulo, a Pastoral do Berço e muitas outras.
É um erro achar que a missão de amar o próximo é obrigatoriamente solitária. Por muito tempo pensei assim e por muito tempo fiquei paralisado, sem saber o que fazer e para onde ir. Quando Jesus diz “Amai-vos uns aos outros” ele pede a sua Igreja, unida e fortalecida pelo Espírito Santo, que se ame e ame a quem precisa. Já, agora mesmo.
O amor a Deus e ao próximo nasce no coração de cada pessoa que aprende que Deus nos ama em primeiro lugar. Quanto a distribuição do amor, ela é sem medida e nos aproxima, como Jesus Cristo.


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