Meu novo relacionamento com o álcool

A última vez que ingeri bebida alcoólica foi no dia 10 de setembro de 2023. De lá pra cá, cerveja, vinho, cachaça, espumante e uísque passaram na minha frente, ao alcance da minha mão, mas não bebi. O álcool não desperta mais em mim vontade de beber, curtir o momento ou esquecer os problemas. Hoje a visão do álcool desperta em mim vontade de louvar a Deus, de mãos dadas com a Virgem Maria.

Esse texto não é uma crítica a quem bebe. Deus é perfeito, ele não errou ao transformar água em vinho. Esse texto é uma partilha da minha vida pra te dizer que encontrei uma cerveja melhor do que qualquer outra. Tudo bem, não conheço todas as cervejas do mundo. Também é possível que você não conheça a urgência do amor de Deus por você.

Para quem bebeu várias vezes por semana por mais de 20 anos, acho engraçado o fato de ainda ter um relacionamento com o álcool sem ingeri-lo. O copo cheio de alguém é um lembrete para mim dos meus erros, como cair bêbado na porta de casa ou perder 4 mil reais com multa e advogado na Lei Seca (um dia vou contar essa história melhor, siga este blog!). Mas, é uma lembrança de que fui libertado pela intercessão misericordiosa da Virgem Maria. Eu não sinto medo de nada quando vejo álcool, não parei de beber para parar de pecar. Parei de beber porque aceitei o pedido da Mãe de Jesus de amá-los um pouco mais. Ainda assim, o trabalho pesado para eu vencer este vício foi realizado pela Virgem Maria através do Rosário.

Este é meu novo relacionamento com o álcool: diante dele, Maria Santíssima olha dentro do meu coração e me pede um pouco mais de amor, amor que não passa de uma pequena retribuição por todos os sacrifícios que ela faz por nós. Sem forças para lutar contra o pedido dela e voltar a ser o que eu era antes, alguém que, bêbado, assustava o próprio filho, eu me rendo ao pedido de Maria sem sofrimento nenhum. Nenhum. Pelo contrário, o prazer de atender ao pedido dela é infinitamente mais inebriante que qualquer substância.

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