Faço da Ave-Maria um diálogo

Antes eu via a Ave-Maria como uma simples oração. Hoje a vejo como um exercício espiritual sem o qual minha vida desmoronaria. Como a respiração da minha alma que recebe como resposta, seu oxigênio, a presença de Jesus Cristo no ventre santo de Maria Santíssima.

Faço da Ave-Maria um diálogo com Nossa Senhora que começa com o respeito que a Santa Mãe de Deus merece. Respeito manifestado na saudação que nunca outro ser humano recebeu e jamais receberá.

– Ave, Maria, cheia de graça.

Em seguida, cito as próximas qualidades da criatura única a quem me dirijo.

– O Senhor é convosco † Bendita sois vós entre as mulheres.

Digo àquela que também é mãe puríssima, virgem poderosa e espelho de justiça, conforme lista sua ladainha secular. Então cito o nome do Senhor e o lugar onde ele escolheu para morar primeiro, antes de vir ao mundo.

– E bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Nesse instante assumo uma postura diferente diante Maria. Se aproxima a hora de implorar pela minha vida e pela minha família. De pedir paz para este mundo de dor. Imploro sabendo que Maria é capaz de aliviar imediatamente o desespero das regiões destruídas pela guerra e pobreza, muitas delas no Brasil e no continente onde vivemos. Pois ela é a portadora da Misericórdia de Deus, diz Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja.

– Santa Maria, Mãe de Deus † Rogai por nós, pecadores, agora.

Maria pode e quer nos ajudar mais, agora. Desde que trilhemos o retorno a Deus através da sua humildade de serva. Basta reconhecer que este mundo, antes de ser emprestado a nós, pertence inteiramente a ela, sua rainha. Como fazer tudo isto? Adotando o Santo Rosário como modo de vida. É a oração da paz, afirma a Virgem em Fátima.

– e na hora de nossa morte † Amém.

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