Participar da Santa Missa aos domingos era uma atividade secundária para o Mário do passado. Menos importante do que assistir um jogo de futebol ou participar de uma festa de aniversário. Muitas vezes o jogo e a festa impediam a participação na Missa. E o sentido que eu atribuía à minha vida e a dos meus familiares permanecia o mesmo sentido, raso e superficial, falso e incompleto, limitado a este mundo. Deus dá sentido pleno a tudo.
A manifestação integral da Santa Missa pertence a Deus e vai além da nossa capacidade de enxergar, mas, já sabemos o suficiente para torná-la no mínimo nossa maior paixão dominical. Missa é sinônimo de Eucaristia no índice analítico do Catecismo da Igreja Católica (CIC), onde a nossa fé está explicada de maneira amigável e fácil de entender. Na sua origem no grego antigo, eucaristia significa “ação de graças”.
Há pouco tempo atrás, o próprio Jesus Cristo, filho de Deus, realizou uma ceia, na mesma noite em que se entregou para sofrer, ser humilhado e morrer para nos salvar do pecado. Nesta ceia, tomando um pão, ele deu graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo:
– Isto é o meu corpo, que é entregue por vós. Fazei isto em minha memória (Lucas 22,19).
Na Santa Missa, Jesus perpetua pelos séculos, até a sua volta, o sacrifício do seu corpo e do seu sangue na cruz pelo perdão dos pecados (Mateus 26,28 e CIC 1323). Cumprindo uma determinação do Senhor, durante a Missa o sacerdote age na pessoa de Cristo (Padre Paulo Ricardo).
Qual é o valor da Santa Missa então? É receber Jesus Cristo dentro de si mesmo. Quem recebe o pão que Jesus transforma em seu corpo, recebe a vida de Jesus. Recebe a vida eterna (João 6,54).
Ainda que você não possa receber o pão consagrado por algum motivo, Jesus quer que você participe da Santa Missa sabendo que ele está ali, vivo. Cada Missa é um reencontro com Deus.


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