Eu adoraria rezar um Rosário inteiro sem me distrair com nada. Sem que minha imaginação sugerisse cenas horríveis, pecaminosas, profanas. Nunca consegui. Não cabe a mim, não é decisão minha. Diz Santa Teresa D’Ávila no Livro da Vida que apenas Deus pode me dar o que quero.
A santa, também doutora da Igreja, diz ainda que essas distrações involuntárias, odiadas e rejeitadas, são como mariposas que importunam, no entanto, não fazem mal. Deus, na sua infinita misericórdia, sobre todas as coisas age para o bem daqueles que o amam (Romanos 8,28).
Se você reza o Rosário (o Terço faz parte do Rosário), provavelmente sabe do que estou falando. Não se desespere que eu prometo perseverar aqui também. Desde o princípio, nós sabíamos que a porta seria estreita.
Confiar em Deus é fundamental no combate ao escrúpulo, que acontece quando você assume as distrações como pecado. Ao perceber a distração, qualquer que seja, e voltar o coração para Deus, não há pecado. Leia o parágrafo 2729 do Catecismo da Igreja Católica (CIC). Na próxima vez que uma mariposa chata vier pra cima de mim, eu direi com alegria.
– Senhor, toma meu coração para que o purifique.
Não por culpa. Somos pecadores, com distrações ou não. Vigiar e buscar intimidade com Jesus é um maravilhoso dever. Outra lição que aprendi hoje mesmo é buscar orações que expressem amor a Jesus e Maria, ao invés de orar por medo. Ao orar tendo o medo de me distrair e pecar como ponto de partida, inevitavelmente vou me distrair.
A oração é um verdadeiro combate (CIC 2725). Pode contar comigo ao seu lado nesta luta.


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