Para Jesus, a crucificação foi o auge da dor e do desespero, da humilhação e da tristeza, do sofrimento e da agonia. E também foi o auge do amor dele por mim e por você. Na cruz, flagelado, destruído, a cada instante Jesus entrega sinais impressionantes da sua misericórdia. Quero destacar dois, lembrando que a quantidade exata é infinita e até o fim dos tempos descobriremos novos sinais de amor.
No primeiro sinal, Jesus perdoa e salva o ladrão arrependido, crucificado ao lado dele. Preso injustamente, inocente, maltrado como um animal sem valor, porque recebeu ainda mais ofensas, golpes e ataques do que um criminoso comum por ser rei verdadeiro, Jesus tem compaixão de São Dimas e promete a ele o paraíso (Lucas 23,43). Jesus Cristo jamais deixa de pensar na salvação e no bem da humanidade, nem quando sua própria dignidade sofre as piores técnicas de tortura concebidas na história.
No segundo sinal impressionante que destaco, ainda crucificado, Jesus nos entrega sua mãe. Quem, quase morto na cruz, pagando uma dívida que não era sua, renunciaria tanto a si mesmo ao ponto de entregar a todos, inclusive quem não o ama, aos cuidados da sua mãe?
A preocupação de Jesus não se limita ao local onde Maria ficará após sua ida aos céus. Jesus estabelece, no fim da vida, que Maria e os seres humanos tenham uma relação de mãe e filhos. Para transmitir este mandamento, ele enfrenta outra aflição aguda, outra agonia lancinante. Para falar crucificado, Jesus precisa levantar e sustentar o peso do corpo nos pregos que atravessam os nervos nos seus pulsos. Depois de tantas e tantas dores sem reclamar, por amor, Jesus se entrega outra vez ao sofrimento e, desta forma, nos livra do pecado e nos salva.


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