Queria ser um pai e esposo como São José

Santo, humilde ao extremo. Ao máximo da humildade, para um ser humano. Ao mesmo tempo, um pai que instrui e deixa sua reputação exemplar como herança ao filho. Queria ser um pai mais ou menos assim, como São José.

Digo mais ou menos porque ainda conheço pouco sobre o pai adotivo de Jesus. Há mais lições, muito mais, para aprendermos com este homem que nos ensinam a cumprir bem a vontade de Deus em nossas vidas.

Por ser velho, como sua esposa, Zacarias não acreditou nas palavras do anjo Gabriel quando disse que ele seria pai de João Batista. Maria imediatamente acreditou nas palavras do mesmo anjo e quis saber como se tornaria mãe de Jesus Cristo, visto que ela já tinha consagrado sua castidade a Deus, diz Santo Agostinho (Canção Nova). Já José, esposo de Maria, recebeu a visita do anjo Gabriel em sonho. Dormindo ou acordado, era homem de fé, justo. Nada questionou a respeito da vontade de Deus, apenas obedeceu. Quantas vezes sabemos a coisa certa a fazer, mas, nos questionamos perpetuamente e acabamos não fazendo nada?

Quando o povo da sua terra viu Jesus ensinando na sinagoga, as pessoas se perguntaram (Mateus 13,54-55).

– De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres? Não é este o filho do carpinteiro?

José era conhecido por sua profissão. Durante décadas meu avó foi o único padeiro da cidade de Tamandaré (PE) e também era conhecido pelo seu trabalho. Isto exigia dele ainda mais esforço, nenhuma glória. Como José, meu avó também não tinha tempo para se dedicar aos estudos, tempo para se destacar pela sabedoria. Se destacava pelo suor.

Quantos homens não confiam em suas esposas e as prejudicam injustamente? Diante da gravidez da sua esposa, São José não teve dúvidas e a protegeu da punição pública. Protegeu sua família do início ao fim da sua vida, sem jamais virar as costas para ela. Rogai por nós, São José, para que também sejamos modelos de fé e amor a Deus!

Deixe um comentário