Pelo menos conheci Maria

Fiz 42 anos mês passado. Já vejo uma bolsinha ou outra de pele caindo do rosto. Refletindo sobre minha vida até agora, se ela acabasse neste instante e meu julgamento particular começasse de repente, o que eu diria a meu favor? Do que eu teria mais orgulho? Eu olharia nos olhos de Jesus Cristo, meu único juiz, e diria que, apesar dos meus pecados, pelo menos conheci Maria.

Conheci uma pequena parte dela, a parte que mereci. De forma perfeita e completa, só Deus a conhece. Ele sabe que, ainda que numa única Ave-Maria apenas durante minha vida, fui sincero ao recorrer a ajuda de Nossa Senhora. Recorrendo a ela, descobri quem ela é: nossa Mãe do Céu, mãe de tudo e de todos.

Contra mim terei inúmeras acusações, exceto uma, a de ignorar todos os apelos que a Virgem Maria fez pelo meu bem-estar, pela minha sanidade mental e pela minha salvação desde que nasci.

Maria é aquela mãe orguhosa que nem por um minuto para de falar sobre as qualidades de Jesus. É seu assunto preferido. Quando está sozinha, e ninguém pode ouvi-la, ela medita os dons do seu filho. Por isso, a grande graça de conhecer Maria é ao mesmo tempo ouvir e conhecer Jesus Cristo.

Como faz com todas as pessoas, principalmente as que se afastam dele de propósito, Deus enviou Maria pela noite escura da minha vida, me procurando. Ela me encontrou.

Deixe um comentário