Sei que o mundo sofre, que há muita dor. No Brasil, mais ainda. Se ignorássemos a beleza do mundo, seus problemas não seriam resolvidos. Por isso, hoje de manhã olhei para o brilho da luz do sol sobre o verde das árvores. Observei o sutil azul do céu de São Gonçalo, com algumas nuvens e três balões. Olhei a beleza. E consagrei tudo isto à Maria.
Mesmo sem ter poder algum, embora Maria seja dona de tudo, de absolutamente tudo, consagrei este dia a ela. Não apenas o meu dia ou aquilo que meus olhos alcançam. Consagrei a natureza em cada canto do universo, cada minúsculo grão de matéria, e consagrei tudo o que existe de vida à Mãe de Deus.
Sendo rainha do céu e da terra, sendo rainha do coração do criador da luz e da vida, minha consagração, visto que não tenho autoridade, tem um efeito extraordinário. Minha consciência, por si só, é suficiente para confirmar a consagração representando cada ser vivo, tão pequeno que sou.
Imagine o menor dos vermes, sempre dedicado à própria condição, levantando a cabeça por um momento e dizendo que reconhece sua infelicidade e que nada do pouco que usufrui é seu. Que ele mesmo pertence a Deus. Ele não estaria dizendo nada além da verdade.
Por ser insignificante, sem poder nenhum, mas, por dizer a verdade, que a beleza deste mundo pertence àquela que pisa na cabeça de todo mal que existe nele, e que consagrar à Virgem Maria a alegria que insistimos em destruir não passa de um reconhecimento de que Deus a fez senhora de tudo, na sua infinita misericórdia Deus acolhe minha oferta.


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