Sinto muitas saudades de Maria quando, por algum motivo, não consigo rezar um Terço ao longo do dia. O tamanho da minha saudade é inversamente proporcional à quantidade de Terços rezados. Também sinto quando rezo de maneira displicente, sem o devido respeito e atenção.
Ao rezar com calma, meditando os mistérios da vida de Jesus lendo a Bíblia Sagrada, de joelhos, meu corpo inteiro, minha mente e meu espírito percebem o quanto estavam distantes do diálogo, do calor e da acolhida de Maria Santíssima. Sabe quando só sentimos falta de algo depois que o perdemos? É uma sensação parecida. Às vezes só percebemos que levamos uma vida de pecado quando conhecemos um pouco de santidade.
Até meus joelhos sentem falta do chão. Um dia veremos a graça de Deus e neste instante não suportaremos ficar de pé, sentados nem deitados, tamanha nossa gratidão pelo amor divino. As memórias de muitos santos comprovam a humildade irresistível que nos invade diante da visão do Céu, humildade que a irmã Lúcia registrou depois de ver a misericórdia divina nas aparições da Virgem Maria em Fátima. Para que esperar? Nossa alma aqui na terra anseia estar de joelhos diante de Deus.
Quando volto a falar com Maria, de joelhos, meu espírito sorri com as palavras doces da Mãe. Palavras que são diferentes das minhas e das suas. Palavras ditas à alma. Prefiro ouvir a voz de Maria diretamente no íntimo do que recebê-la pelos ouvidos e não permitir que ela chegue ao meu coração.
Organizada a minha rotina, perto de Nossa Senhora meus joelhos agradecem, pois para isto foram feitos: sustentar o peso dos meus pecados. A certeza da presença de Maria é tão forte que resulta em três outras certezas, verdadeiras graças que se renovam. Sei que amarei a Deus para sempre. Que amarei minha família. E que para sempre rezarei os mistérios do Rosário, até depois da minha morte.


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