Aconteceu que minha rotina diária ficou bastante agitada, com muitos compromissos dentro e fora de casa, e não conseguia tempo para rezar os quatro terços do Rosário. Sabe o que fiz? Resolvi rezar de qualquer jeito. Andando, dirigindo, pintando parede, na fila do supermercado etc, o importante pra mim era rezar quatro terços por dia. Não deu certo.
Por motivos óbvios, eu me sentia vazio depois de rezar um Terço com pressa, um ou dois mistérios até durante o banho. Eu lembrava dos acontecimentos da vida de Jesus e Maria e me sentia feliz e orgulhoso por isso, mas, não honrava o sacrifício de Jesus Cristo por nós da forma como ele merece.
Um dia abri mão de rezar quatro terços, por causa da grave desestabilização da minha rotina, que espero que seja temporária. Em um ano e três meses essa decisão não tinha sido necessária. Por um ano e três meses rezei quatro terços todos os dias, exceto nos quatro dias dentro deste período em que estive em retiro espiritual. Disse para mim mesmo que encontraria tempo para rezar bem pelo menos um Terço, rezar de verdade, com amor, como Nossa Senhora reza, sem dividir o tempo da oração, nem minha atenção, com nenhuma outra coisa. Nesse momento, me apaixonei pelo Rosário da Virgem Maria de novo.
Por um tempo, achei que permanecer em estado de oração fosse o mesmo que fazer tudo orando. Não é tão simples, rezar trabalhando não substitui o tempo sagrado do encontro com Deus na intimidade.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que a oração é um combate (CIC 2725). Neste combate, o Rosário é uma arma espiritual extremamente poderosa. Ao rezar com a atenção comprometida, eu apontava o Rosário para todos os lados, menos para o meu coração.


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