Minha intenção era rezar um terço mariano na Capela do Santíssimo e sair depois, algo de menos de 30 minutos. Na hora de ir embora, tentei abrir a porta da igreja, mas, ela estava fechada. Então, voltei à capela. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida.
Eu ainda achava Jesus solitário, alguém que precisa das minhas visitas, já que Ele as ama tanto. Jesus é Deus. Ele me vê na capela. Quem não O via era eu. Eu sempre estive só no Santíssimo, enquanto Jesus tem a companhia de todo amor do universo. A partir de agora, sem exceção, deixarei a hipocrisia de lado para ver Jesus de pé na frente do Sacrário, pois é lá que Ele está.
Fazia tempo que eu não experimentava a paz que tive ontem. Minha vontade de passar longas horas com Jesus só aumentou, ao invés de ser saciada. Jamais havia sentido, na carne e no espírito, que Jesus Cristo realmente está disponível para permanecer um dia inteiro ao nosso lado, se quisermos. Uma coisa é ouvir esta verdade. Outra coisa completamente diferente é senti-la. Em duas horas e meia com Jesus, percebi que nosso encontro não precisa acabar nunca. Eu posso ter a companhia ininterrupta de Deus na minha vida.
Além do Terço Mariano, rezei o da Misericórdia em expiação dos meus pecados, algo que raramente faço. Li algumas páginas de O banquete do Cordeiro, de Scott Hahn. E conversei com Jesus. O bom da conversa com Jesus são as respostas que você não espera. Os pontos de vista que você ignora e Jesus destaca, sempre para o nosso bem. O melhor da conversa com Ele, por incrível que pareça, são os momentos de silêncio em que Jesus apenas sorri. No sorriso de Jesus, as preocupações são desconstruídas antes de nascerem.


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