Entre o fim da infância e o início da minha adolescência, eu pegava no sono rezando Ave-Marias porque tinha medo de pesadelo. Perdia a conta de quantas rezava. Às vezes percebia que dormia rápido, na paz do Senhor, antes da primeira dezena terminar. Nas noites insones e conturbadas, sentia que passava de cem, chegava a duzentas Ave-Marias sem encontrar a paz.
Hoje reconheço que esse período foi extremamente importante para minha caminhada espiritual. Graças ao medo infantil de dormir, aprendi a rezar com a Mãe de Deus. Mantive o hábito por alguns anos, depois, infelizmente, demorei a praticá-lo novamente.
Adulto, eu sabia que podia rezar uma grande quantidade de Ave-Marias. Então, em 2022, com a graça de Deus, resolvi encarar o desafio de rezar o Santo Rosário com o Instituto Hesed pelo YouTube. Já era devoto do Terço diário, o Rosário seria um passo rumo a águas mais profundas. Uma aventura, uma ousadia maior de quem pensou em ser mochileiro internacional e nunca saiu do Brasil.
Deu certo naquele dia. Rezei o Rosário, mas, os quatro Terços sem intervalo foram muito cansativos. Passei meses sem rezar novamente. Até que no fim do ano, nas férias escolares do meu filho, decidi rezar um Terço no horário em que eu estaria levando ele à escola e outro Terço no horário que estaria buscando, além de manter o Terço diário que eu já rezava. Só precisava encaixar um Terço antes de dormir para completar o Rosário com quatro Terços, como incentiva São João Paulo II.
Quando as férias do meu filho terminaram, continuei rezando os Terços logo depois de levá-lo e de buscá-lo na escola. Pronto, assim o hábito do Rosário diário definitivamente entrou na minha vida, junto com uma abundante chuva de graças sobre mim e minha família. Prometo escrever sobre todas elas, siga este blog clicando aqui. E caso não tenha o hábito de rezar, comece seu dia com uma Ave-Maria.


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