Estamos em outubro, mês do Rosário e de Nossa Senhora Aparecida, por isso não posso deixar de gritar: sou apaixonado pelo Rosário da Virgem Maria!
Tomado pela mais profunda misericórdia, Deus se aproximou de Maria, sua filha fiel, e disse com pressa pela nossa salvação.
– Toma outra vez os mistérios da vida do meu Filho, espalhe-os pelo mundo, ensine meu povo a rezar.
É isto que Maria tem feito desde 1214, quando lembrou a São Domingos de Gusmão de que o Saltério Angélico é a arma que a Santíssima Trindade usou para reformar o mundo (O admirável segredo do Santíssimo Rosário, S. Luís Maria Grignion de Montfort).
Na verdade, desde que aceitou ser a Mãe do Salvador, Maria ilumina, como um farol, o caminho a seguir até Deus, diz Santo Afonso de Ligório. Trilhamos o mesmo caminho de graças rezando a Ave-Maria, que é conduzida pela saudação angélica, e praticando a meditação da vida de Jesus, cumprida desde os primeiros apóstolos e amada por São Domingos como parte das suas pregações do Saltério.
Como não ser apaixonado pelo caminho que leva ao Céu? Ele é extremamente difícil, mas Jesus diz que a porta é estreita. O Rosário exige modéstia, atenção e devoção, virtudes que não podem ser adquiridas sem ajuda divina. Para combater o orgulho, a meditação do Rosário ainda nos coloca diante das decisões que tomamos diariamente, sendo que muitas delas desejaríamos esquecer porque desagradam a Deus.
Acontece que até a dureza do Rosário é apaixonante. O suor prova que estamos lutando. Para o povo do Caminho, o pior seria ficarmos parados.


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