Me orgulho demais por ter recebido o sacramento da Crisma no dia 21 de maio de 2022. Aqui em casa costumo dizer, brincando, que sou um recém-convertido. Apesar da brincadeira, o fato é que a Crisma é um dos três sacramentos da iniciação cristã e estar apenas no início da minha caminhada até Jesus me alegra. Porque comecei a caminhar, finalmente. Além disso, porque estou com as baterias carregadas e espero ir longe, até o Céu.
Também temo pelo futuro da minha fé. Peço a Deus a graça da perseverança e, acima de tudo, a benção de testemunhar o nome dele com alegria até o dia da minha morte. Há pessoas que perdem a empolgação tempos depois da sua iniciação cristã e parecem amargas após uma longa jornada de contribuição à Igreja. Elas se orgulham do caminho que já trilharam, embora sem produzir grande intimidade com Cristo. No meu caso, meu orgulho vem da minha falta de intimidade e da enorme oportunidade que vejo de aprender a amá-lo.
Costumo dizer que o Rosário da Virgem Maria, iniciado em dezembro do mesmo ano, mudou radicalmente minha vida. Mas, o sacramento da Crisma, recebido sete meses antes de eu começar a rezar o Rosário diariamente, preparou meu espírito para transformações profundas. Claro que cada pessoa é diferente da outra. Para todas, no entanto, o compromisso voluntário com Jesus é tão importante quanto o sacramento. Afinal, Cristo já nasceu como filho de Deus, compromissado com a nossa salvação, e também foi batizado.
Estão bem vivas na minha memória as maravilhas que Deus faz em minha vida, desde minha Primeira Eucaristia, passando pela Crisma, até o dia de hoje. Essa lembrança é uma vantagem que não posso perder. Tanto que na igreja os fiéis buscam a conversão diária onde nos apaixonamos mais uma vez por Jesus. Senhor, peço que eu nunca deixe de ser um recém-convertido ao teu amor.


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