Uma dificuldade, e uma dica, para cada dezena do Terço

Na primeira dezena do Terço a principal dificuldade é começar. Parar o que você está fazendo e deixar de fazer o que faria para rezar significa abrir mão da própria vontade para viver um momento com Jesus. Ele ama. Nossa Senhora adora. Quando planejado, o início do Terço se torna mais fácil. Decida hoje o horário que rezará amanhã.

Na segunda dezena vem o arrependimento. Ainda falta muito para terminar. Todas as responsabilidades da vida decidem surgir na mente de uma só vez. Você esqueceu de fazer algo urgente e está rezando, algo que não deveria ter nem começado. Persista. Se ainda não começou a pensar nos mistérios da vida de Jesus, comece agora. Troque todas as angústias pela beleza do amor infinito de Deus por nós. Contemple o segundo mistério, ele te sustentará.

Encontro um cansaço terrível na terceira dezena. É o esforço da primeira e da segunda acumulados. Não é exatamente nem o meio do caminho. Já estamos cansados e não temos conforto nenhum. Por outro lado, uma bela luta já foi vencida. Na terceira dezena a mente e o corpo começam a entender que eles não terão liberdade enquanto o Terço não for concluído. Neste caso, o melhor a fazer é rezar. Diga isto a si mesmo.

Minhas energias se esgotam na quarta dezena. Sempre me pergunto se não errei a conta e se já não seria a quinta e última. Já ouvi, na imaginação, pessoas chamando na porta. O telefone tocando, embora estivesse no modo silencioso. As distrações se intensificam como nunca. É o momento de fortalecer a contemplação. Gosto de ler uma passagem bíblica referente ao mistério meditado. A Palavra do Senhor é a nossa arma.

O sono pode ser uma grande dificuldade na quinta dezena, caso você esteja rezando tarde. Bem como as distrações, visto que você já está perto de terminar e pensa naquilo que fará após o Terço. Fique de pé ou se ajoelhe. Recupere a modéstia, a devoção e a atenção, como pede São Luís Maria de Montfort. Você chegou até aqui pela graça de Deus. E pela graça de Deus irá muito mais longe.

Deixe um comentário