Ser devoto do Santo Rosário da Virgem Maria provoca transformações rápidas em qualquer pessoa. Uma das mais deliciosas é saber que se leva Maria no peito.
Quando vejo um Terço adesivado na traseira de um carro, meu coração se alegra. Em mim, Maria canta de felicidade. Tanto que sigo atrás. Não mudo de faixa. Deixo Maria passar na frente, abrindo caminhos recitando o Magnificat.
Na igreja sempre há pessoas vestindo camisas estampadas com a imagem de Maria. Minha identificação com elas é profunda e imediata. Explode uma intimidade antiga de irmãos. Puxo assunto, pergunto a devoção que pratica: Três Ave-Marias, Terço ou Rosário?
Quero saber a data que a pessoa se apaixonou pela Mãe de Deus. Se foi há mais tempo do que eu, fico contente. Significa que estou diante de alguém que conhece a voz de Maria melhor que eu. Se for amor recente, sinto uma mistura de inveja e ciúme. Sei que diante daquela pessoa há uma série de descobertas, confirmações, bençãos, graças e milagres que só farão seu amor por Maria aumentar.
Maria no meu peito realiza grandes coisas sem qualquer esforço da minha parte. Lembro exatamente a diferença doce de sabor entre o vinho do Porto Ruby e Tawny. Não esqueci do perfume de uma cerveja artesanal. Mas, a vontade de beber é nula. O interesse na bebida depois de 20 anos consumindo álcool várias vezes por semana é nenhum. Já Maria ocupa cada vez mais espaço no meu peito.


Deixe um comentário