Quando entro na Capela do Santíssimo, meu coração ousa advinhar o sentimento do Senhor no Sacrário. O que Ele pensa? O que deseja? De que forma podemos responder ao Rei do Universo?
A companhia dos anjos nunca foi suficiente para o Senhor Jesus. Como homem, corpo, sangue e alma originados do Pão da Vida, Cristo quer a nossa presença, tão humana quanto Ele. Por isso sofre solitário na prisão. Prisão de amor que gera uma angústia tão profunda que lembra, segundo a segundo, o momento exato da abertura de cada chaga no seu corpo durante a tortura.
Dor que praticamente desaparece quando o Senhor ouve os passos de alguém que se aproxima. Limitado a um pequeno espaço, Ele aguarda que a porta espiritual do Sacrário se abra para entregar o poder que, pela fé, jorra do Sangue Divino para o mundo inteiro. É por nós, pelas lágrimas que insistem em cair todos os dias, que ali o Senhor está.
Apesar da incomparável prova de amor na Cruz, Deus temeu nossa indiferença. Por sua infinita misericórdia, Ele resolveu estar o tempo todo diante de nós no Sacramento da Eucaristia, e no irmão que aguarda compaixão através de um abraço. Está em nosso alcance alegrar Aquele que nos criou!


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