Ontem, 25 de março, a Igreja comemorou a descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e a Encarnação do Salvador em seu ventre. Há muito a refletir sobre essa notícia maravilhosa! Lucas a descreve bem nos versículos 26 a 38 do capítulo 1. Pela minha imaginação limitada, que sempre se desvia para o que não deve, frequentemente escolho focar na primeira célula do corpo do Senhor quando rezo o Rosário.
Imagino essa célula única, praticamente invisível, mas clara na minha imaginação. Meu Deus é como um pontinho de sangue. Um pontinho que guarda um universo de amor. Sua superfície não é lisa. Minúsculas fendas e dobras ricas em esperança trazem bençãos que o Menino Jesus precisa para se desenvolver junto com a Mãe.
O embrião na minha mente não navega sem rumo no seio da Virgem (seu destino é a alegria da humanidade). Diversas ramificações o envolvem e o ligam ao corpo materno. Fios esbranquiçados, que transparecem estar cheios do vermelho sangue da vida, alegres e agitados unem o divino ao humano.
Se eu pudesse tocá-lo, veria quão doce é Cristo. Tanto que o Senhor sempre me concede a graça de preservar a imagem da sua primeira célula sem sujeiras da minha imaginação, algo geralmente impossível.
O Senhor Jesus jamais caminhou sem lembrar da Mulher que o gerou pela graça do Pai. Humildes ramificações unem o Sagrado Coração de Jesus ao Imaculado Coração de Maria para sempre. Alegra-te, Mãe! O Senhor está próximo. Dentro de ti, para todos nós.


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